Meu lugar favorito no Brasil é Porto de Galinhas, em Pernambuco, com suas piscinas naturais de águas cristalinas, onde os peixinhos nadam livremente entre nossas pernas sem medo algum e as ondas não me oferecem risco pela questão da baixa mobilidade. O mar de Porto de Galinhas me renova. recarrega as minhas baterias, me enche de forças, mas este ano foi diferente, não sei se por causa de toda a situação que o Brasil vem passando. Neste ano, enquanto eu me banhava naquelas águas cristalinas, eu fazia várias pequenas preces, pois só sentia vontade de agradecer. Um sentimento de gratidão me tomava por inteiro, chegando a me deixar muitas vezes sem palavras, somente com vontade de contemplar.

Aproveitei aqueles momentos de imersão no mar para entrar em contato com Deus e agradecer, sobretudo por ter me dado forças para aguarda: um ano atrás, aproximadamente, eu atravessava um deserto muito árido e não via outra saída do mesmo que não fosse o suicídio. Estava exausta de sentir tantas dores, até que fui diagnosticada com Fibromialgia e Artrite Reumatóide e, um ano após início do tratamento, sinto melhoras significativas em meu dia a dia.

Agradeci porque em meio a tantos brasileiros enfrentando dificuldades, eu estava tendo a oportunidade de contemplar a obra de Deus diretamente do mar, em um lugar cuja beleza me encanta os olhos. Agradeci porque não faltou e não falta alimento um dia sequer nem a mim e nem aos meus familiares. Agradeci e agradeço porque minha empresa me dá a oportunidade de gerar renda a 7 pessoas e levar bem estar a tantas centenas de outras! E tudo isso me fez um bem danado!


Particularmente, eu não tenho o hábito de reservar um horário de noite para fazer uma prece de noite e falar com Deus. Eu faço isso ao longo do meu dia inteiro, em formato de “pequenas preces mentais”, enquanto estou dirigindo, enquanto estou cozinhando, enquanto estou fazendo qualquer coisa. Ontem, por exemplo, percebi que consegui subir um degrau sem dificuldade alguma e comemorei bastante, imediatamente eu vibrei mentalmente “Obrigada, Senhor”!

Acredito muito na importância de ser grato, porque o ser humano tem uma pré-disposição a reclamar. Você já conviveu com uma pessoa que vive reclamando? Que reclama de tudo? Uma pessoa ranzinza? Provavelmente é uma pessoa indesejada nos círculos sociais porque ela tem uma energia pesada e nada está bom para ela, tudo é um problema. Agora, imagine-se sendo essa pessoa. Você deseja ser assim? E, pior: você deseja ser assim com fibromialgia, artrite reumatoide ou qualquer outra doença crônica ou inflamatória? Não aconselho 😂😂!


Faça um exercício! Inicie no final do dia escrevendo em um caderno motivos pelos quais você foi grato no dia ou 5 coisas que te deixaram feliz ao longo do dia, e em breve você vai começar a perceber que você estará notando mais coisas boas do que coisas ruins, afinal, “se teus olhos forem bons, tudo ao teu redor será bom também“.


Abraços fraternos,

Luana Cardoso.

É difícil explicar, né?! Porque é uma doença tão louca, que cada um sente de um jeito! Já falei coisas tão absurdas para a minha médica e ela já deu tantas risadas me ouvindo, que às vezes, nem parece consulta, parece um show de Stand UP Comedy (inclusive, eu deveria até cobrar)!



Mas no dia 06 eu tenho consulta e eu já sei quais são as perguntas que ela vai me fazer. Então, eu preparei um texto que explica mais ou menos como é o meu dia a dia convivendo com a malvada da Fibro. É mais ou menos assim:


Eu começo a ficar bem durante o período da tarde, aproximadamente por volta de 12h.Durante a tarde e a noite, eu me sinto extremamente ativa, feliz, contente, com a sensação de que tudo vai dar certo, esperançosa, me sentindo um mulherão, com vontade de fazer planos, sonhadora, querendo acordar no outro dia com vontade de cuidar de mim, me exercitar, me alimentar melhor, ou seja: FANTÁSTICA. Mas tenho medo de dormir, porque eu acordo como se eu tivesse sido atropelada por um trator, com uma fadiga absurda. Eu preciso de muito tempo para levantar porque meu corpo inteiro dói, mesmo que eu não esteja em crise. E não é preguiça, é como se meu corpo precisasse ser lubrificado, como se o "motor" precisasse ser esquentado e qualquer movimento precisa ser feito com muito cuidado, então, eu penso duas, três, quatro vezes antes de levantar. Me alongo, Tomo um banho morno para me ajudar. Definitivamente, acordar é o pior momento do dia e eu tenho medo de dormir porque eu sei que no outro dia começa tudo de novo. Eu odeio dormir. Faz sentido? E eu tenho consciência de que dormir é extremamente necessário! Mas eu luto até o último segundo para não dormir porque acordar é extremamente doloroso. Já modifiquei o processo de dormir, já modifiquei o horário do medicamento que tomo antes de dormir, já modifiquei os hábitos pré sono, mas nenhuma das modificações alterou essa fadiga arrasadora ao acordar. Esse processo de despertar é altamente desmotivador. Eu não sei explicar isso. Recentemente fiz um ajuste de dose da Duloxetina que foi SENSACIONAL, senti melhorias consideráveis e minha única queixa é em relação ao momento de acordar. Sim, eu sei que melhora no decorrer do dia, mas passar por isso todos os dias de manhã me deprime um pouco e isso, para mim, é ter Fibromialgia.


Abraços fraternos,

Luana Cardoso.




Sabe aquelas coisas que só acontecem com os outros? Pois é, aconteceu comigo (rsrsrs).


Eu estava me preparando para tomar banho e, por acaso, passou um comercial da campanha Outubro Rosa na televisão e, apenas por curiosidade, resolvi fazer o tal do autoexame enquanto tomava minha ducha. Senti um carocinho, mas eu estava tranquilíssima, primeiro, porque só acontece com os outros e segundo porque as chances de eu ter câncer eram mínimas, visto que eu tinha menos de 30 anos e não havia casos na minha família. Eu não bebia, não fumava e praticava atividades físicas com certa regularidade, ou seja: nada de desespero, era só um caroço.


Maaaaaaas, resolvi agendar uma consulta com o Mastologista, que me examinou, e me deu um encaminhamento para fazer uma ultrassonografia das mamas. Com o resultado em mãos, retornei com o Mastologista e, PIMBA! Fui premiada! O que acontecia somente com os outros estava acontecendo comigo, ao vivo e a cores (e mesmo assim eu não estava acreditando). Agendamos a cirurgia e, posteriormente, fiz quimioterapia e radioterapia.


Eu, Luana Cardoso, "ganhei no sorteio" (heheh). Fui premiada. Aconteceu comigo e, se eu não tivesse feito o autoexame naquele dia, talvez a situação fosse irreversível. Então, se toque! Por mais que você não esteja no grupo de risco, por mais que você seja hiper super ultra mega power saudável e por mais que ninguém da sua família tenha tido câncer, pode ser que aconteça com você também. E quanto mais cedo você descobrir, maiores são as possibilidades de tratamento e cura!


Abraços Fraternos,

Luana Cardoso.